Atenção: Este conto é fictício e não tem nenhuma relação com algum membro deste blog...................................................................................
A chuva já cessara, a escuridão aos poucos ia sendo desfeita e o sol voltara lentamente lançando seus raios de luz. Uma cena magnífica, o encontro da escuridão e do brilho de uma vida nova, então fechei as cortinas do meu quarto e adormeci.
Quando despertei dos meus sonhos cândidos já era noite e me sentia muito mal: falta de ar, e estava bastante transtornada. Sempre me sentia assim quando acordava naquela hora. O desespero vinha de saber que desperdiçei um dia onde as pessoas haviam vivido e realizados sonhos e eu apenas havia dormindo. Sempre perdendo chances para o cansaço mas já era noite e as noites sempre eram banhadas de alegria, bagunça e prazer.
Quando eu era mais nova me envolvi com um moço, o Leonardo, que era meu namorado. Ele era um rapaz calmo e tranquilo. Certa noite ele foi mordido por uma vampira que o fez ser completamente diferente.Essa mordida o deixou totalmente agressivo, confuso, agitado e rebelde. De um bom homem e correto, passou a ser pevertido e malévulo. Os dentes dele eram pontiagudos e tinha total aversão a luz. Ele passou a frequentar boates e apareçer com muitas mulheres e ficar dias fora de casa, até que um dia eu não aguentei e terminei - e ele me mordeu.
A partir daí meu temperamento era como o dele, e as noites que seguiram eram cheias de alegria, festas e sexo. Era pevertida. Fui demitida do último emprego que tinha quando me pegaram no banheiro fazendo sexo com um rapaz que fazia serviço comunitário depois de ter sido preso por briga. Este é apenas um exemplo de várias aventuras.
Quando eu saio à noite no meu fusca preto tenho os momentos mais felizes. Vou sozinha e volto na companhia de rapazes, e de risos com um histórico recheado de abusos e diversões. Conheçia todos os tipos de homens: casados, feios, fracassados, ricos, jovens, velhos, pobres enfim pessoas que procuravam o mesmo que eu procurava e sentia o mesmo que eu sentia lá no meu âmago: o vazio.
Apesar das madrugadas serem maquinadas na alegria e vivacidade de uma juventude saudável, as tardes e as manhãs eram as mais tristes pois era o momento no qual eu me sentia muito sozinha. Todos os homens que eu me entregava não estavam lá, a alegria já havia passado. Não restava nada apenas o vazio que passou a ressoar no meu interior. Nessas horas plangentes eu queria mudar a minha vida, mas o vírus e meus instintos eram forças maiores que as minhas.
Então começei a me controlar, tentei não sair à noite embora as noites em casa eram piores que naquela vida. Algumas vezes quando percebia já estava numa boate dançando com vários homens e algumas vezes me controlava em casa vendo filmes que sempre me deixavam deprimida. Precisava de uma ajuda e procurei um feitiçeiro.
Chegando lá ele me curou do vírus e alguns dias depois voltei aquela choupana que ele realizava os fetiços porque eu sentia os mesmos desejos embora eu pudesse controlá- los. Ele era um velho sábio e me disse que só a cura verdadeira poderia ser obtida com um beijo recebido por alguém que eu amo, um beijo puro, como os que aconteçem nos meus sonhos. Só com amor verdadeiro eu posso ser curada.
Então hoje eu saio à noite ainda, embora meus desejos existam, eu tento procurar algém para amar. Em cada canto da cidade, em cada esquina em cada olhar procuro o amor que os meus sonhos sempre procuraram. O Principe, o dono do meu coração e meu castelo de felicidade.
" [Fim]
No Próximo" Sexta Sombria" A Ordem dos Cavaleiros Negros - Final !